Dia do fisioterapeuta e terapeuta ocupacional: as movimentações que nos envolvem

Foto de acervo pessoal: um encantador registro no Espaço Acolhe Manguinhos

No hoje, dia 13 de outubro, foi sancionado o Decreto Lei nº: 938, que regulamenta a atividade de fisioterapia e terapia ocupacional no Brasil, nos idos de 1969. Em um período de sangrenta ditadura militar (1964–1985), no qual um presidente autoritário apresentava sequelas de acidente vascular encefálico (AVE), sendo imprescindíveis os cuidados em reabilitação para a máxima restauração da funcionalidade. Diante desse momento, ocorre o nascer dos profissionais fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, suas singularidades são despertados em uma longa jornada de existências e resistências.

Nossa trajetória profissional foi evoluindo ao longo do tempo, desde as origens na área da reabilitação, depois caminhando na construção do protagonismo alcançado na promoção e prevenção da saúde nas Unidades Básicas de Saúde até os Centros de Terapia Intensiva (CTI). Estamos presentes em todos os níveis de atenção à saúde no Sistema Único Saúde (SUS). Apesar dos desafios encontrados nas formações que moldam esses futuros profissionais de forma parcial e reduzida ao setor privado hospitalocêntrico. Assim, muitas vezes, precisamos encontrar rachaduras nos muros institucionais e irmos na luta para respirar um ser e fazer em saúde dialogando com nossos interiores.

Por fim, não podemos nos esquecer de nossa terapêutica mais potente, o toque no corpo humano. Um adentrar o território que habita uma vida, sempre com muita responsabilidade e amorosidade. Os corpos em suas diferentes formas e composições, sejam com gêneros, sem gêneros, negros, trans, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, favelados. Nenhum corpo é igual ao outro. As minhas mais sinceras felicitações aos profissionais que se debruçam no acolher com afeto e carinho em cada amanhecer. VIVA A FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL! VIVA O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE!

Habito em um corpo negro afro-diaspórico que escuta e escreve as pulsões da vida cotidiana no mundo colonial, aqui e agora.

Habito em um corpo negro afro-diaspórico que escuta e escreve as pulsões da vida cotidiana no mundo colonial, aqui e agora.